domingo, 11 de setembro de 2011

I never forget...

Good afternoon, people,

     Mesmo do fundo do mar (estou ainda nos Reinos do polvo Paul), senti que hoje precisava visitar uma pessoa. Lembro muito bem do dia em que esta pessoa ficou muito ferida. Seriamente ferida. Atingiu a todos de surpresa, inclusive a mim. E precisava ajudá-lo de alguma forma. Embora não aparenta, ele ainda sente muito. Enquanto caminhava até a casa do América, flashes daquele dia apareciam em minha mente. Parecia mais um filme catástrofe de Hollywood, mas que, infelizmente, foi uma realidade, muito cruel por sinal.
     O telefone tocando em minha casa era constante naquele dia. As redes de televisão só falavam naquilo. Naquelas imagens medonhas. Nas fotos das vítimas. E eu não podia viajar para a casa do Alfred justamente pelo risco de mais atentados com aviões. O desespero de não poder ajudar um irmão, um aliado que estava acamado e ferido. Não somente no corpo, mas ferido na alma. Esta maldita ferida que nunca cicatriza.


     Cheguei na casa do Alfred esperando o rapaz de sempre (alegre, extrovertido) atender a porta. Mas não se deve esperar muito quando a data da visita for o fatídico 11 de setembro. Bati na porta, mas ninguém atendeu. Achei estranho, mas nem tanto. Talvez ele estivesse ocupado com o chefe dele, nas homenagens às vítimas. Então fui dar a volta por fora da casa dele, andando pelo jardim, até encontrar ele sentado numa cadeira de balanço (nem sei como ainda estava lá de pé, mas estava boa e suportando bem o menino grande que o Alfred havia se tornado - montei muito bem essa cadeira XD). Ele estava de costas e nem percebeu que me aproximava dele. Percebi que ele usou um dos braços para enxugar suas lágrimas.
     - Alfred... - Chamei.


     Ele se virou, mas não parecia o rapaz grande que havia se tornado e sim um garotinho assustado. O mesmo garotinho que cuidei uma certa época. Até ele se tornar grande o suficiente para ser independente. Aproximei-me mais e mostrei o buquê de flores que trouxe comigo. Na verdade, queria levar este buquê para o Marco Zero e ser apenas uma simples homenagens às vítimas daquele dia macabro. O rapaz levantou do balanço, deu a volta, e me abraçou sem mais nem menos. 
     - Você sempre vem aqui neste dia, Arthur. Por quê? - Perguntou, quase chorando novamente.
     - Porque sempre serei um ombro amigo pra te ajudar, Alfred. Além disso, muitos ingleses morreram também. 
     - Essa guerra não acabou ainda, né? - Perguntou isso, ainda abraçando-me.
     - Não, infelizmente não. Somos muito diferentes para aqueles que querem nos destruir. Além disso, acho que nem nós os conhecemos o suficiente para chegarmos a algum entendimento sem ter guerras. Eles mesmo não se entendem.


     Passou-se alguns minutos de silêncio. Até que o Alfred parou de me abraçar e voltou-se para sua casa. Não antes de falar para mim.
      - Ainda dói muito, Artie.
     - Ainda vai doer. Podem passar os anos, mas não para de doer. Quem apanha não esquece, Alfred. Lembre-se disso. - "E é por isso que devemos pensar muito bem antes de iniciar uma guerra, Alfred.", pensei comigo mesmo.
     Fiquei mais um pouco na casa do América. Confesso que o rapaz neste dia estava bem desanimado, tanto que não reclamou quando fiz o almoço. Estava mais calado do que o costume. Depois fomos nas homenagens. Deixei meu buquê de flores no Marco Zero do World Trade Center. Pelas vítimas inocentes, que pagaram um preço por terem trabalhado e vivido na "terra da liberdade". Nem todos tem a mesma visão de mundo que nós. O certo e o errado podem mudar de acordo com esta visão. Assumo que nós, ocidentais, não somos santos. Mas temos princípios que devem ser protegidos e um destes é a liberdade. Algo que muitos povos desconhecem, não por serem contra nós, mas por terem outros príncipios que para nós são estranhos. Cada um protege o que lhe convém. E às vezes, não tem acordo. Lamentável.


      Espero ter notícias alegres no próximo post.
See you soon.

[Offa: Espero que gostem, idependente de serem "haters" dos americanos ou não. Só sei que nesta "Guerra ao Terror" os ingleses foram bons aliados dos americanos e seria estranho se eu não fizesse um post sobre o assunto. - Embora o fator "inspiração" foi importante. - Independente do papelão da política externa americana ou não, as vítimas daquele dia fatídico não mereciam aquilo e merecem serem lembradas. Tem um pouco da minha visão sobre o assunto, mas procurei dar a visão mais dos ingleses e americanos. Para eles não tem essa de negociar com terroristas. E, como países, América e Inglaterra precisam defender o lado deles. - Independente do que os professores comunistinhas de história e geografia pregam em salas de aula aqui no Brasil. Se eu ofendi alguém pelo post, ou por aqui, me perdoem, não era a intenção. USUK implícito XD]

Um comentário:

  1. Nessas horas é sempre bom poder contar com alguém, Arthur. Você fez bem em visitá-lo neste dia.

    [Off: Está fofo, Iggy! Realmente, foi um fatídico acontecimento. E,claro, vou deixar meus surtos de fã de UsUk para outro momento]

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