domingo, 13 de março de 2011

Bad dreams became a bad reality.

Hello, everybody...

     Infelizmente, o post de hoje será triste. Estou postando do meu celular, direto do Japão. A coisa aqui não está fácil. Se você quer saber como tudo aconteceu, é só continuar lendo aqui.




           Um sonho estranho invadiu minha mente na madrugada de sexta-feira. A terra tremia, as ondas do mar invadiam e arrastavam tudo pela frente. Estava em uma cidade costeira, mas não lembrava como eu fui parar lá ou onde esta cidade ficava. Mas o desespero só tomou conta quando vi uma única pessoa na praia, com as ondas enormes ao seu encalço. Gritei para esta pessoa correr, mas esta andava calmamente na praia. Eu não desisti: continuei a gritar, mas esta pessoa não escutava. Quando finalmente esta pessoa vira o rosto para mim, as ondas o pegam. Era o Nihon. Era também o horário no qual fui acordado pelo tocar do telefone. Até recuperar-me do susto, o telefone parou de tocar. E começou a tocar novamente. Fui atender, totalmente suado pelo esforço do infrutífero pesadelo, no qual com alívio percebi que era o Alfred na linha. Porém, não era para dar notícias boas, ou tirar sarro, como costumeiramente ele fazia sempre, ele somente disse com uma voz urgente, o que era estranho por ser o Alfred:

            - Ligue agora no canal da CNN ou da BBC. Aconteceu uma catástrofe.
            Espantado e ainda com sono (por causa da noite mal dormida), fui rastejando com as minhas pantufas e roupas de dormir até a sala de estar e liguei a TV. O telefone caiu no carpete, onde apenas escutava a voz do America com estática, graças a ligação internacional:
            - Arthur, Arthur, você está bem.
            Vi as mesmas ondas do pesadelo, mas no Japão. Fiquei mudo e sem reação. Meu coração acelerou suas batidas, graças a adrenalina que, assim como a terrível informação, entrava em meu sistema nervoso. Um impulso tomou conta de mim: precisava urgentemente ir visitar o Nihon. A tempo de perceber o telefone que caiu no carpete da sala, peguei e coloquei no ouvido. Alfred estava ainda na linha.
            - Você está bem, England? – Estranho e visivelmente preocupado no outro lado.
            - Não muito bem, America. Aconteceu hoje? Conseguiu falar com o Kiku?
            - Era cerca de três horas da tarde lá no Japão. Não consegui falar com ele, estão tendo problemas nos telefones. Estou enviando ajuda, inclusive estou indo pra lá. Você quer carona?

            Era duro ter que dever favor pro Alfred, mas desta vez a situação necessitava de medidas drásticas. É só deixar alguém responsável pela organização das equipes de ajuda humanitária do Reino Unido para enviar depois, provavelmente, junto com a União Européia. Eu sabia que, neste caso, o Germany poderia me ajudar. Honda precisava de mim urgentemente.
            - Eu aceito, Alfred. Quando partimos?

            Avisei a situação aos meus chefes e concordaram que eu partisse antes das equipes de ajuda inglesas. Peguei um jato e fui até a base onde iria partir o vôo de ajuda humanitária dos EUA até Japão. Lá, descobri que o America destacou dois porta-aviões para enviá-los para o Japão. Mas, pegamos outro avião mesmo, já que teríamos que chegar lá primeiro para analisar a situação e, assim que as equipes de ajuda chegar, podermos organizar para onde elas devem se dirigir.

             America, estranhamente, ficou silencioso por todo o caminho, exceto ao mandar ordens aos outros subordinados, em sua maioria, soldados americanos. Talvez porque ele soubesse quanto Nihon mexia comigo, percebia seu olhar de preocupação sobre mim. Além do mais, Honda também era um grande amigo do America, apesar de todos os problemas que tiveram. Ao nos aproximar-mos do país-arquipélago, percebemos um pouco do espírito triste de seu povo. Desembarcamos em Tokyo, onde alguns responsáveis pelas equipes de resgate japonesas nos esperavam. O clima de tensão e medo estava no ar. Porém, um deles aproximou-se de nós e disse:
            - Vocês também procuram por Honda Kiku, não? Precisamos também da ajuda dele, mas ele trancafiou-se no quarto da casa dele semi-destruída e não quer sair.

            Eu e Alfred trocamos olhares, sabendo do passado hikikomori do amigo. Chegaram, com ajuda das autoridades japonesas, até a casa do Honda. Aparentemente estava bem, exceto alguns telhados de madeira que não resistiram e caíram sobre o jardim. Porém, a estrutura da casa não estava danificada e pudemos entrar pela porta da frente. O japonês que nos recebeu no aeroporto aproximou-se da porta do quarto de Honda e disse:
            - Chegou dois amigos de você, Honda. Abra essa porta, precisamos ver como você está. – Este, virou-se para nós e falou. – Não sabemos se ele está ferido ou não.

            Nisso, entrou outro responsável falando que estavam com problemas em uma das usinas nucleares, responsáveis por gerar energia elétrica ao país. Alfred escutou o homem com atenção (bem diferente do que vemos nas reuniões), até virar para mim e dizer:
            - Volto aqui depois, Artie. Vou ajudar eles no problema da usina. Não queremos outra Chernobyl. Logo chegam as outras equipes e podemos ajudar a todos. Portanto, preocupe-se com o Honda.  
            O Alfred com uma autoridade que até eu achei estranha. Alguma coisa tinha que amadurecer naquele rapaz. Antes de sair, porém, completou a frase anterior com aquele sorriso típico:
            - The hero is here. Tenho que salvar o mundo. – Falando sonhadoramente.
             Retiro o meu pensamento anterior. Assim que ele foi embora, concentrei-me a tentar comunicar-se com Kiku. Bati na porta do quarto do hikikomori, mas ninguém atendeu. Então falei irritado:
            - Kiku, sou eu, Arthur. Abra essa porta ou vou ter que colocá-la abaixo.
            Seguiu-se mais um silencio perturbador até a porta ser levemente aberta, onde um Kiku assustado olhava pela pequena fresta.
            - Arthur! 

            Porém, ele ameaçou a desmaiar, então escancarei a porta e o peguei a tempo de cair no chão. Ainda bem que meus reflexos foram rápidos. Deitei o rapaz de volta a sua cama. Verifiquei se tinha alguém mas estava somente eu e Kiku naquele quarto. O recinto estava escuro e quando fui tentar acender a luz, a lâmpada queimou. A sorte é que vim prevenido: estava com minha mochila, carregada de lanternas, kits de primeiros socorros, alimentos e água, entre outras coisas. Acendi duas lanternas e coloquei uma delas próxima a cama de Kiku, onde constatei que ele estava com algumas escoriações e ferimentos. Encostei a porta, para que não tenha curiosos olhando por fora (sei que o Honda não gosta muito disso).
            - Por quê você não quis abrir a porta? Você está ferido, Honda! – disse, tirando da mochila os medicamentos para cuidar dos ferimentos dele.
            - Queria que eles ajudassem primeiro as outras pessoas. – Disse, enquanto eu começava a limpar os ferimentos com água oxigenada e algodão. – Tem gente que precisa mais de tratamento do que eu.
            - Mas se você estivesse tratado, poderia ajudar as suas equipes a salvar vidas. – Eu repliquei, enquanto sentia outro tremor de terra.
            Mas, quando fui pegar um dos braços do Kiku para limpar outro ferimento, senti que ele tremia e continuava com aquele olhar apavorado.
            - Kiku, calma, os tremores vão acabar. – Tentei tranqüilizá-lo enquanto fazia os curativos.
            Mas, com mais um tremor que começou a balançar os lustres inutilizáveis do quarto, Honda abraçou-me e fiquei sem reação. O tremor cessou, mas Kiku continuava a abraçar-me. Encabulado, falei mansamente:
            - Honda, preciso terminar seus curativos.
            - Desculpe, Sir Arthur. – Disse, afastando-se um pouco e com a face avermelhada.
             Depois que terminei os curativos, fui verificar se teve algum progresso nas buscas das vítimas, mas fui impedido de levantar: Kiku pegou firmemente o meu pulso.
            - Fique aqui comigo. – Disse simplesmente, como uma criança medrosa, atitude não típica do Nihon.
            Não resisti aquele olhar do japonês. Sentei ao lado do rapaz, este, abraçando-me como se eu fosse a última coisa que lhe restava para agarrar. O ambiente, apesar de todo o caos, estava tranqüilo no quarto do Nihon e senti-me seguro a retribuir o abraço. O sono acabou nos vencendo e dormimos juntos na cama. Abraçados. Sentimentos novos afloravam e eu não sabia o que era. Só queria proteger Kiku de qualquer jeito.

            Até que, durante o sono, acordei levemente e percebi que, pela fresta da porta duas pessoas nos observava. Um era o Ivan, surpreendentemente preocupado com a situação. O outro, era o Alfred, mas não consegui distinguir a sua expressão. Embora triste, mantinha um singelo sorriso no rosto. Um sorriso de algum plano dele que deu certo. Porém, o sono não deixou-me descobrir o motivo. Além disso, só queria aproveitar este momento e descançar. Um momento só meu e do Honda.

           NÃO VÃO PENSAR EM BESTEIRA!!!  Nihon está melhor e agora está nos ajudando no resgate às vítimas. Mas depois de tantos sonhos do Nihon, fico pensando se realmente o que sinto por ele é só amizade. Lembrei do Lud, quando falei sobre aquele outro sonho com Nihon. Pelo menos é uma pessoa sensata a se pedir conselhos. Quando essa bagunça acabar, quem sabe eu não converse com ele. (Obviamente que Francis não é uma pessoa indicada e o America sabe demais).
            Aproveito para pedir para os outros países que puderem vir ajudar, ou mandar comida, água, roupa, combustível e etc, que possam contactar a gente. Quanto mais gente ajudar, melhor. 
            Espero postar quando a coisa estiver melhor por aqui.

See you soon.


[Off: BLOGGER FDP!!! /RAGE Não deixou eu postar as fanarts. Posso fazer uma tentativa mais tarde, mas sei não...D: Espero que tenham gostado do post (asakiku leve e fail + insinuação Cold War para mentes poluídas) PRECISO PARAR COM ISSO, ESTOU INDO PRO LADO ROSA DA FORÇA DEFINITIVAMENTE. Aceito sugestões para melhorar, não vai ser o post inteiro que pretendo postar no Nyah, então, vai depender da reação de vcs. Aceito sugestões também para fanfics :D ]

4 comentários:

  1. É,eu vi como as coisas estão MUITO complicadas aí no Nihon. Verei se consigo ir junto com Mein West ajudar com algo. Como andam dizendo por aí, "Pray For Japan".

    [OFF: OWN QUE FOFO *----* *Morre com ataques Moes* -q. Há condições sim de virar um fanfic no Nyah!, é uma boa idéia esta e... Eu percebi a indireta Cold War *Q*

    ... Artie indo Pro lado Yaoi da força? Seja Bem-Vindo :O q]

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  2. Peço desculpas pelo o meu comportamento infantil. Senti um pouco de desespero e comecei a lembrar daquele dia...
    E-enfim, Arthur-san, o-obrigado pela a ajuda e c-companhia, me senti mais seguro *vermelho*

    [off: MUITO FOFOOOOOOOOOOOO!!!! <(*o*)> *insira muitos surtos aqui* concordo com o gilbo, há condições sim de virar um fanfic no Nyah!² e Cold War! *---*
    ah, seja bem vinda ao lado yaoi da força! o/ -q]

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  3. A coisa parece está realmene ruim che~ Vamos ajudar o máximo possivel e conversarei com meus hermanos. Tenho certeza que vão ajuda-los... Ontem falei com o boludo, ele parece esta arrazado. É um grande admirador da cultura do Nihon-san. Foi dificil fazer ele parar de chorar. cofcof Nãoqueeunãotenhachoradotambém.Nãoconsigonãochorarquandoaqueleimbecilestátriste.cofcof Força Nihon-san. Estamos rezando por você
    [off: KYAAAAAAAAAAAA MOE MOE MOE MOEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE SUDSAP´DKSAOPKJCXZOPICJIZLCHXZKUCHZUIHX AAAAAAAAAAAAAAA *O* *infarta 8 vezes* Ok, isso foi muito fofo *--* Fça a fic sim iggy! E bem vindo ao lado roxo das amantes do yaoi <3]

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  4. Temos que nos unir para ajuda o Nihon nesse momento dificil, qualquer ajuda fará a diferença..Espero que ele logo se recupere até porque é uma nação muito forte.

    [offa: SIAYTDUWTUEWEGYWGDYWGDYWGDYFWYDFYWTFDYFWYFDYW que fofoooooO!!!! faça virar fic.. FAÇA!!! /RAGE -q ]

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