quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Arhur's War Diaries II

Good morning,

     Como sempre, estou na correria. (Querendo condenar alguns pedreiros à guilhotina) Mas, para não deixar ninguém na mão, resolvi contar o que me ocorreu esta noite (e hoje de manhã). Primeiramente, antes de tudo, tenho que entregar o presente do Greece (superatrasado, perdoe-me *pensando seriamente em contratar outra secretária: olhando a Sininho brincar com sua caneta tinteiro na mesa do escritório...). Esta cama é diferente, já que dá para seus gatinhos dormirem com vc.

     Agora, voltando ao assunto. Ontem, novamente estava mexendo em meus recém descobertos Diários de Guerra. Esta vez teve um trecho bem curioso, no qual estou até vermelho de postar isto aqui. (Britannia vive insistindo para que eu me solte mais, pois fala que sou muito seco em certas situações). Lá vai o trecho:

     1942, mês incerto, dia mais incerto...

     Aqui estou, Sir Arthur Kirkland, no norte da África. Sim. Por ordens do Rei George VI e do Primeiro Ministro Churchil, aqui estou para tentar uma aliança com os franceses. Ou melhor, aqueles que não se renderam às graças de Hitler. Argélia, por mais que sua maioria seja árabe, ainda sim, tem aquele toque típico do Francis. É onde ele está escondido com suas tropas de resistência. Encontrei ele numa das casas de colonos franceses (ou seja, daquele estilo argh). Seu semblante não era nada daquele Francis metidão a "chique e elegante" que conhecia. Parecia mais como um inseto rastejante, humilhado e beberrão (sim, porque já estava em sua segunda garrafa de vinho francês).
     - Arthur, você veio aqui para terminar o que Hitler começou? - perguntou, num tom que até os mais frios dos corações se condoeriam com sua dor.
     - Não, minha missão é outra. Vim convencer certo francês a participar das forças de resistência contra a Alemanha. We need your help, Francis!
     - Ajuda de quem? Daquele que quase se atirou naqueles tríceps fabulosos dos soldados alemães?
     Não esperava uma visão cor-de-rosa a respeito das tropas alemãs, por parte do Francis. Mesmo que ele teve que ceder Paris aos países do Eixo, sua capital e a menina dos olhos da França. Mas isso também deixou-me mais chateado: ele não queria a própria liberdade? Tantas vezes eles lutaram por isso e convenceram outros a fazerem o mesmo. (É, sei, a Revolução Americana ainda dói em mim). Resolvi então soltar os cachorros:
     - Acredito que está na hora de você reagir, Francis. - Eu disse muito irado. - Você convenceu o América a se revoltar contra mim. Convenceu outros à fazerem o mesmo: lutar pela liberdade. Estes bastardos alemães estão diminuindo o que você pode e influenciou de importante para o mundo. É hora de lutar pela sua liberdade. Ou vai querer que Paris continue encarceirada sob as tropas alemãs. Logo eles estarão invadindo o Mediterrâneo e aportarão aqui, Francis. Ninguém quer ser dominado por um cara louco como Hitler. - Olhei ainda para o Francis, este ainda estava reduzido à sua insignificância, com sua taça de vinho francês vazia. - Voltarei quando você recuperar sua vontade de viver.
     Quando estava quase saindo pela porta do cômodo onde estávamos, uma sala de estar mobiliada ao estilo francês, o caro bêbado de boutique veio com uma pergunta um tanto estranha:
     - Por quê você se deu ao trabalho de vir aqui, tentar uma aliança com um de seus inimigos mortais? Por quê você luta contra o Eixo, England?
     - Porque juntos podemos vencê-los. Eles estão bombardeando minha casa, Francis, a bela Londres que hoje está em chamas. Não quero eles aportando em minha ilha. Eu sei o que eles aprontam aos países invadidos. Todos estão reduzidos a nada ou humilhados, como você. E isto é pouco, perto do que Hitler pode fazer. Vamos impedi-lo, antes que ele domine a Europa.
     Francis não demonstrou nenhuma reação ao que disse. Apenas se levantou, aproximou-se de mim e *censurado*. Depois, antes de sair da sala, falou:
     - Obrigado por recuperar meu orgulho, England. Estarei eternamente agradecido. Espero você aqui amanhã para vermos os detalhes de nossa aliança. Uma aliança que jamais se pensou possível.
     Fiquei parado, no mesmo local, estupefato pela reação do francês. O pior é que Francis estava certo: uma aliança totalmente impossível que aconteceu. América, URSS, França, Inglaterra e China se unindo para impedir que um louco domine a Europa (e o mundo). 

    Após isso, a guerra realmente tinha chegado ao norte de África e Argélia foi um local estratégico para nossa aliança. Tivemos muitas dificuldades (digamos que o norte da África não oferece muita proteção contra bombardeios e ataques terrestres). Era uma guerra aberta. No fim vencemos (ainda não sei explicar o que aconteceu no último dia da guerra na África, o Italy que estava paquerando a avó do Zidane e o América deu a idéia de aproveitarmos e atacarmos - acho que Alfred estava certo nisso).

     Acabei dormindo, lendo este diário em particular. Acabei sonhando com as lembranças perdidas daquela guerra macabra. Acordei hoje de manhã com o barulho da campanhia. Foi aí que verifiquei: acabei dormindo sem arrumar a cama com minhas roupas de sair. Fui atender a porta, sonolento, no qual a minha surpresa foi encontrar um mensageiro com um buquê enorme de rosas vermelhas. 
     - Sir Kirkland?
     - Yes, It's me. 
     - Roses for you.
     Peguei as rosas, estranhando aquela situação. Lembrei que meu cabelo estava espatifado daquele jeito "legal" de quando amanhece sem arrumá-lo. Não dei muita importância: estava concentrado em saber quem enviou-me as rosas. Tinha um bilhete, escrito na letra típica do Francis (depois de tanto tempo, vocês acham que eu não iria reconhecer aquela letra, humph).



"Obrigado, Arthur, por aquele dia. Espero que possamos repetir aquele beijo. Ass. Francis Ps: Valentines Day está próximo."

     Aconteceu tanta coisa depois daquele episódio na 2ª Guerra (incluindo a tentativa de casar comigo à força) que acabei ficando com raiva dele. Achei um disparate aquele bilhete. Peguei o buquê de rosas e fui até a lixeira mais próxima. Abri a tampa e ... Não consegui jogar as rosas. Não sei por qual razão. Alguma coisa dentro de mim impediu tal ato. Então, resolvi usá-lo de enfeite no vaso de porcelana chinesa que eu tenho no corredor da minha casa (as flores que estavam nele estavam na hora de trocar). Espero que o Britannia não note. Até eu descobrir o que fazer com o buquê.

See you soon...

Offa narrando:
     Entra o Britannia no tal corredor, enquanto England está na cozinha, comendo seu café da manhã "ultra saudável" e o anjo pergunta para o rapaz comedor de bacons na cozinha.
     - De quem são aquelas rosas, Kirkland? - falando de um jeito afeminado e sarrista. - Elas são tão bonitas.
     A reação do England só foi uma:
     - FUUUUUUUUU...


[Offa: *censurado*= leiam trollface...kkkkk...Não me matem, tentei fazer o meu melhor. Lud (e as meninas fãs de yaoi) espero que gostem.  E quem não é fã de yaoi, me perdoem. Se tiver algum desvirtuamento tanto na questão histórica quanto na questão da relação Francis/Arthur, me perdoem. (Iggy macho...kkkkkkkk) Saiu esta inspiração hoje de manhã e resolvi escrever antes que as minhas idéias fugissem para o Acre.. D: Para quem não sabe, realmente a 2ª Guerra teve sua parte no norte da África, onde se destacou principalmente as alianças entre EUA, Inglaterra e França e os ataques do Eixo com Italia e Alemanha. Argélia, na época, colônia francesa foi de ajuda para os aliados.]


   

5 comentários:

  1. [offa: *surtou com o censurado* adorei o post xD mesmo que não goste de yaoi acho super legal você respeitar e até se esforçar pra escrever algo assim ^^]

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  2. [ Off: Wow, gostei do post e *Também surtou com o censurado.*
    Você não gosta de yaoi? o_o *Acabou de ler o comentário e ver o selo off* Waa, deve ser tenso pra você aguentar o monte de yaoi de geral. o_o ]

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  3. [off: *imaginando mil e uma coisas com o censurado e surtando* Nuss, adorei o post!! E digo o mesmo que os dois comentários acima. Deve ser meio difícil ter que aturar uma coisa que você não curte no meio de tanta gente que curte. Mas acho nobre respeitar o gosto dos outros]

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  4. Nossa, achou seu diário... Isso me faz lembrar que eu estava brincando com os animaizinhos da África e quando notei que meu cadarço tinha desamarrado, você me pegou deprevinido e o Ludwig veio me salvar, mas depois veio o Alfred e... Uwaaa, isso foi triste ! Acho que o Ludwig ainda me culpa por eu não ter amarrado o cadarço do meu sapato sozinho. Ve~ ;-;

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  5. [OFF: Realmente, deve ser difícil, o pior que a tendência é você começar a gostar x_x *Exemplo disso*

    Eu gostei do post ^^]

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