domingo, 30 de janeiro de 2011

Arthur's War Diaries

Good afternoon, everybody...

     Como sempre, ocupadíssimo. A bagunça na minha casa está terrível, com pedreiros de um lado, pintores do outro, encanadores, etc. E no meio desta bagunça, esta semana, acabei encontrando um baú bem antigo com vários cadernos, que me deram aquela sensação de nostalgia. Para saber do que se tratava, peguei um dos cadernos, abri em uma página qualquer e comecei a ler.

" 1944, mês incerto, dia mais incerto.

     Estava com minhas tropas britânicas participando de mais uma investida contra Alemanha. Desta vez, invadindo e ocupando cidades alemãs ocidentais, rumo à Berlim. Meus homens estavam cansados e fatigados da matança sem sentido causadas por uma guerra de proporções mundiais. As frases mais comuns eram: "Estou com saudades de casa.", "Quando a guerra acabar, vou casar com Fulana.", "Será que minha mãe sabe que estou vivo?", "Será que vou voltar à Londres para tomar uma cerveja no pub Tal?". Sabíamos que o Eixo estava quase definhando e muitos já pensavam no pós-guerra. Mas antes disto, teríamos que terminar o que começamos. Infelizmente, era nós ou eles, mas esta guerra já durou demais.
     Pensava nisso, quando um mensageiro das tropas americanas comunicou-me que Alfred queria me ver imediatamente nas imediações de uma certa cidade alemã. Deixei minha tropa e fui com alguns de meus homens e o mensageiro americano para o tal lugar, que era próximo de minha posição. Chegando lá, Alfred estava com seus soldados, chocados com o tal local: encontraram um Campo de Concentração. Os prisioneiros, quase mortos e judiados, foram libertados pelos americanos e seus algozes, presos. Mesmo assim, percebemos que não salvamos nem metade daqueles que se foram: milhares de corpos, espalhados pelos vários buracos  e cantos daquele lugar, pessoas comuns mortas como animais. Foi uma cena triste e chocante. Nem sabíamos que os Nazistas tinham este tipo de campo de horrores. Nem nossos melhores espiões foram capazes de descobrir tal atrocidade. Depois de algumas investigações, descobrimos por onde eles traziam estes pobres coitados para este inferno: escondidos em trens, espremidos em condições desumanas. Eu e Alfred chegamos a pensar que poderíamos ter evitado parte disso bombardeando os trilhos  e estações de trens. Mas, agora não adiantava chorar sobre o leite derramado.
     As lágrimas teimavam em cair dos olhos ao ver aquele cenário de horror. Existia uma cidade próxima ao tal Campo de Horrores, tão próxima que Alfred achava difícil que não encontrasse alguém que soubesse deste lugar. Então, ordenou que seus soldados mandassem que toda a população desta cidade fosse até este campo. E assim foi feito. A surpresa é que nem os próprios civis alemães acreditavam no que viram e muitos desconheciam da existência deste campo (ou diziam isto para evitar punições). Juro que meus soldados e os soldados americanos estavam doidos para acertar as contas com certos alemães, mas fomos treinados o suficiente para nos controlar. Porém, queria ver se o exército de Ivan seria complacente com eles. A guerra foi dura para o lado dele.
     E isto é mais um registro da estupidez humana. Não sou perfeito, acho que ninguém é. Mas desta vez, passamos dos limites."

     Ao terminar de ler este trecho, meus olhos lacrimejaram. Foram dias torturantes e algo inesquecível, infelizmente. Ou talvez não: é para lembrarmos que muitas coisas são realmente estúpidas e a guerra, seja por qual motivo, é uma delas. Nem estou acreditando que escrevi isso. Lembrei que um dos dias desta semana foi o dia em Homenagem às Vítimas do Holocausto. Encomendei umas flores para enviar ao monumento na Alemanha, construído à alguns anos atrás, em homenagem à estas pessoas: pais, mães, crianças, idosos, trabalhadores, etc, mortos pela estupidez humana.






     Mudando de assunto, não menos tenso que isto, recebi um telefonema do Egito. As coisas realmente estão feias por lá. Por um lado sabemos que a população está certa em protestar contra a ditadura. Por outro, sabemos por outras fontes que partidos de fundamentalistas islâmicos estão de olho para tomar o governo no país. É uma situação complicada. Eu uma vez já tentei negociar, quando era à respeito de Israel, assim como outra vez recebi o apoio do Francis. Mesmo assim, as hostilidades continuam até hoje. Falei que tentaria ajudá-lo e pensar em uma solução. Egito realmente está desesperado.
     Agora, com outros ares, teremos um casamento semana que vem. E justamente do Tomateiro de Feira...Se eles mudarem de idéia, avisem-me para devolver à loja. Isso mesmo, apresentando em primeira mão o presente de casamento deles. 


     Como não sou padrinho, nem nada, resolvi dar este presente e ver se eles mudam de cardápio. Só tomate, tomate, tomate não sustenta. Só para explicar (porque talvez eles não saibam ler um manual de instruções): é uma panela elétrica de arroz e uma fritadeira, usem com moderação.
     Deixa eu ir, antes que um pedreiro quebre as paredes da minha garagem. D:


Bye


Recados:

Yao: Recebi seu cheque e foi devidademente investido. Obrigado.

Sey: Obrigado também pelo seu dinheiro. Já foi investido na nova cozinha. Obrigado.

Gilbo: Quero as minhas cortinas...[Off: no maior estilo Seu Barriga: PAGUE O ALUGEL!]

[Off: Desculpem a minha pouca presença no chat (problemas internos...D:). Desculpem também pelos erros clássicos: ortografia, português, inglês, etc. Espero que tenham gostado do post de hoje, meio down, mas a idéia estava enfornada à tempos, desde o dia que vi uns vídeos da tv escola falando sobre a 2ª Guerra e consequentemente, esta semana, no twitter homenagearam às vítimas do holocausto. Procurei pesquisar mais coisas à respeito, mas se tiver incoerências sobre o assunto, me perdoem, não achei muita coisa que esclarecesse minhas dúvidas, como por exemplo, se os britânicos chegaram a encontrar campos de concentração, e, portanto usei como base alguns dados que lembrava dos documentários. Se gostarem, posso fazer mais posts sobre os Diários de Guerra do Arthur, abordando vários períodos e batalhas da vida dele, mas depende da inspiração (pensando alguma coisa com piratas, ou a fuga de Portugal para o Brasil, mas preciso saber muita coisa, e depende um pouco do autor do mangá: Portugal macho ou fêmea?!). Infelizmente, desisti od assunto sobre a viagem para Austria, mas é porque tá enroscado, tenho idéias mas não inspiração para escrevê-las, sorry.]

5 comentários:

  1. Obrigado pelo presente, e tomates sustentam sim e_e
    VOCÊ INSINUOU QUE EU NÃO SEI LER?

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  2. Guerras sempre acabam deixando muitas lembranças ruins, não dá pra apagar o passado mas da pra tentar aprender com os erros não?

    [offa:comentário random e "fisolófico" -q pq num fazia ideia do que comentar *apanha*]

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  3. Waaaah, até que pra um pirata bêbado, você tem um gosto bom pra presentes! o3o
    Tomate sustenta sim, e EU E LOVI SABEMOS LER MUITO BEM, OBRIGADO x__x
    Hm... mas entendo o que você quer dizer... em todas as batalhas que já me meti, já vi, e cometi, mais atrocidades que eu gostaria de lembrar... no final, temos que usar essas lembranças ruins para aprender com os erros cometidos, não? ^^

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  4. Na vida cometemos muitos erros, mas acho que esse foi o pior de todos. Infelizmente essa será uma época difícil de esquecer, mas podemos fazer com que as coisas melhores daqui em diante, ne.

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  5. Estupidez Humana. É só por causa disso que não conseguimos mudar o mundo atual. Apesar destes meus ossos estarem enferrujados, ainda consigo ouvir as pessoas gritando de desespero em minha mente, nem saber se terão um amanhã ou não.

    Devia ter impedido Mein Bruder de ter obedecido o chefe, mas nem isso eu fiz. Mas isso já é um teatro do passado.

    ........... Não pago cortina alguma E_E'

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